martes, 8 de septiembre de 2026

Hilda Hilst (Jaú, Brasil, 1930-Campinas, Brasil, 2004)

 

 

Puede ser una imagen de una o varias personas y pelo rubio 

 

 

UN POEMA

 

¿Es mío este poema o es de otra?
¿Soy yo esta mujer que anda conmigo
Y renueva mi habla y al oído
Si no me habla de amor, al poco calla?
 
¿Soy yo la que a mí misma me persigo
O son mujer y rosa que escondidas
(Para que sea eterno mi castigo)
Lanzan voces de noche tan oídas?
 
No sé. De casi todo no sé nada.
El ángel que da fuerza a mi poema
No sabe de mi vida descuidada.
 
La mujer no soy yo. Y perturbada
La rosa en su destino, la persigo
En rumbo hacia los reinos que inventé.
 
 
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de "Sonetos que no son" en revista digital "Poesía", Universidad de Carabobo, 29 de abril de 2023. Trad. de Max Hidalgo Nácher. En la imagen, Hilda Hilst (Jaú, Brasil, 1930-Campinas, Brasil, 2004 / Instituto Hilda Hilst)
 
 
 
 
É meu este poema ou é de outra?
Sou eu esta mulher que anda comigo
E renova a minha fala e ao meu ouvido
Se não fala de amor, logo se cala?
 
Sou eu que a mim mesma me persigo
Ou é a mulher e a rosa escondidas
(Para que seja eterno o meu castigo)
Lançam vozes na noite tão ouvidas?
 
Não sei. De quase tudo não sei nada.
O anjo que impulsiona o meu poema
Não sabe da minha vida descuidada.
 
A mulher não sou eu. E perturbada
A rosa em seu destino, eu a persigo
Em direção aos reinos que inventei



(Fuente: Jonio González)
 

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